Trump mexe nas regras da carne e agro dos EUA reage
Presidente avalia reduzir exigências para frigoríficos enquanto produtores locais temem perder espaço para importações.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, em entrevista ao programa de Glenn Beck, que vai analisar se existem regulamentações excessivas nas fábricas de processamento de carne bovina do país. A fala aconteceu depois que Beck sugeriu que menos regras permitiriam que agricultores e pecuaristas fizessem seus próprios abates.
A carne bovina não está incluída na nova tarifa de 25% aplicada pelo governo americano. Ainda assim, entidades rurais dos Estados Unidos alertam que o incentivo às importações pode prejudicar os produtores locais do setor.
O movimento faz parte de uma jogada mais ampla de Trump para conter os preços da carne dentro do país. Na última sexta-feira, dia 21, o governo americano anunciou a abertura, por 90 dias, de uma cota de 300 mil toneladas de carne bovina sem tarifas para importação.
Dessa cota total, a Argentina ficou com 100 mil toneladas reservadas. A medida despertou o interesse dos frigoríficos argentinos, que veem no anúncio uma nova oportunidade para ampliar as exportações ao mercado americano.
No Brasil, o tema é acompanhado de perto por empresas como JBS e MBRF, que têm operações relevantes no setor de carne bovina e podem sentir os efeitos das mudanças na política comercial dos Estados Unidos.
Por enquanto, o governo Trump segue analisando o pacote de medidas. A expectativa do setor é entender se a redução de regras para os frigoríficos vai avançar e como isso vai se combinar com a nova cota de importação já anunciada.
